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12/25/2013

Somos











Somos a noite e o dia.
O choro e o riso.
A dúvida e a certeza.
A força e a fraqueza.
As trevas e a luz.
A doença e a sua cura.
A dor e o seu consolo.
Somos aquele que sofre e a inspiração que o salva.
O redimido e o redentor.
O passado, o presente e o futuro.
Somos múltiplos. Somos simultâneos.
Somos a totalidade o uni(di)verso dentro de nós.
Somos plenos e somos vazios.
Somos tudo e não sabemos quem somos.


12/22/2013

Como ser brilhante todos os dias

Partilho abaixo o link para uma palestra de Alan Watkins sobre os vários níveis que influenciam a nossa performance.

É um olhar diferente sobre quem somos e de que forma funcionamos. Tudo começa no corpo, antes de chegar à mente e aos comportamentos observáveis.

No segundo vídeo, o orador demonstra como a respiração é uma ferramenta poderosa para ganhar controlo sobre a fisiologia do nosso corpo.


Vídeo 1/2:

www.youtube.com/watch?v=q06YIWCR2Js

 

Vídeo 2/2:



Sucesso

Há muitas formas de ter sucesso... diferentes caminhos levam-nos ao mesmo destino. O que difere é a paisagem e as sensações durante a viagem.

Pode-se ter sucesso sendo inovador ou sem inovar, mas sendo exímio e rápido a copiar. Pode-se ter sucesso fomentando o espírito de equipa ou a competitividade agressiva... construindo uma reputação de honestidade e confiança, ou tirando partido da falta de escrúpulos. Tudo gera resultados, mas o seu sabor é diferente.

12/18/2013

Conto de Natal

Uma menina olha o céu numa noite escura, no resguardo do seu quarto. Sente a escuridão dentro de si. Sofre. Qual é o sentido? O que é existir? Busca dentro de si, desesperada, por uma centelha de luz. Sente-a, ténue, e chora de emoção.

- Eu amo-te. Não me abandones. Por favor, fica comigo. Eu farei aquilo que disseres. Faz de mim um instrumento teu. Viverei para te servir.

As lágrimas de comoção continuam a cair e o seu coração aquece-se.

Ao mesmo tempo, do outro lado do tempo, uma mulher olha para essa menina. Tão perdida, tão sofrida, tão pura... sente a sua dor e chora com ela.

- És tão linda. Tão sensível. Tem fé, o amor te salvará. Eu estou aqui.

O amor olhou para ambas e sorriu.

11/03/2013

Reclamação

A reclamação é uma atitude contagiosa e cómoda. Em geral, quem reclama cronicamente não quer fazer nada para resolver o seu problema... quer que o problema se evapore, sozinho. A reclamação é o seu estado de espírito.

Recentemente, numa formação empresarial, os formandos aprendiam técnicas para gerir a comunicação de assuntos difíceis. Foi-lhes pedido que identificassem um tema difícil e a pessoa com quem o gostariam de abordar. A maioria identificou temas que gostariam de apresentar ao diretor geral de empresa. De forma inesperada, a formadora sugeriu convidar o diretor a participar na formação, para assim aos formandos terem oportunidade de treinar as competências recém-adquiridas e resolverem alguns dos temas identificados. A resposta foi pânico. Os formandos disserem peremptoriamente que não queriam que ela fizesse isso, que se o diretor fosse convidado eles não falariam nada. Se não queriam falar, então por que reclamavam?!

Quem é proativo, pode ter um momento de desânimo e desabafo, mas de seguida sai em busca de soluções, alternativas, formas de ultrapassar o problema. Quem é proativo não reclama, está demasiado ocupado a resolver a situação.

10/13/2013

Assertividade


Assertividade: a arte de defender os nossos direitos e expressar as nossas ideias sem atropelar as alheias. É uma arte difícil. É caminhar no fio da navalha, de um lado a passividade, do outro a agressividade. Nos dois lados, turbulência emocional mal resolvida.

Conheço, quiçá, a pessoa mais assertiva do mundo. Pelo menos, a pessoa mais assertiva que eu consigo imaginar. Diz de forma clara, direta e inequívoca a situação que a incomoda; demonstra os impactos indesejáveis dessa situação, mas mantém uma atmosfera amigável com a outra parte.

Eu, que sou algo impulsiva com quedas para o emocional, fico a pensar quais são os padrões emocionais de alguém tão assertivo. O que sente perante a frustração? Como posso eu agir da mesma forma?

Se tivesse que arriscar qual é a "fórmula mágica", diria que é o foco no outro. Ter o outro em tamanha consideração, que a mensagem nunca é comunicada contra ele. Comentam-se os comportamentos e o desempenho, mas nunca as pessoas.

10/04/2013

Malabarismo


O malabarismo é algo que me intriga. De que forma uma pessoa com duas mãos consegue manter no ar três, quatro, cinco... bolas? É a arte do foco, da coordenação e da presença de espírito. Até parece fácil, até ao momento em que tentamos e tudo se desmorona em poucos segundos.

O malabarismo não trata só de bolas. No mundo empresarial também precisamos de ser malabaristas, se queremos fazer acontecer. O mundo gira a grande velocidade e, para o acompanhar, é necessário gerir uma grande quantidade de solicitações em simultâneo.

Muitas solicitações, em simultâneo, a grande velocidade, parece a receita certa para dispersão, ineficiência e muito stress. E é-o, excepto se usarmos um antídoto duplo: foco & visão.

9/29/2013

Animal doméstico


O cão que vive connosco não é um cão, é um membro da família. É um filho, que nunca cresce e de quem cuidamos todos os dias. Comida, passeio, higiene. Coisas que se fazem com prazer, em troca da ternura e da amizade que o bicho nos oferece a qualquer hora e sem condições.

Há quem não goste de cão e escolha um gato, porque prefere meiguices com personalidade. E há ainda quem tenhas outros gostos, mais exóticos. Rato, coelho, cobra, pássaro, porco, cabra... são variadas as opções no mundo dos animais de estimação.

Há beleza e poesia aqui. A ternura do bicho torna o homem mais humano. Nós ficamos mais humanos; o bicho fica menos animal... logo, mais dependente e incapaz de sobreviver sozinho se for lançado novamente na "natureza". É o trágico paradoxo da poesia.

À semelhança dos bichos, nós também nos temos vindo a domesticar com o passar dos séculos. Se o nosso tetra-avô se perdesse no meio da floresta, construía uma cabana, caçava e pescava, fazia uma fogueira e sobrevivia. Hoje, nós estamos no conforto seguro da nossa casa e a vida colapsa se faltar a eletricidade. Basta isso. Somos animais sofisticados, mas indefesos se tivermos de enfrentar sozinhos a dura "natureza". É o insólito paradoxo da modernidade.

7/28/2013

Ginásio para a mente

Eu sou da geração que cresceu com máquinas de calcular. Para além de fazerem contas, as máquinas de calcular fazem-nos preguiçosos.

Necessitar de uma máquina de calcular para fazer contas é como precisar de muletas para andar. Com muletas somos capazes de andar, mas de forma desajeitada e lenta, com dificuldade de contornar os obstáculos do caminho. E se elas nos falham, não damos nem um passo.

Mas existem os atletas, de corpo sadio e treinado, senhores dos seus passos, movendo-se com agilidade. Da mesma forma há quem tenha músculos mentais... em poucos segundos fazem deduções, extrapolações, apuram rácios, calculam resultados, tomam decisões. É espantoso vê-los em ação!

Por isso, decidi entrar para o ginásio... da mente. Comecei por regressar à infância para recapitular a velha tabuada. Seguiram-se treinos intensos de cálculo mental onde tudo serve de desculpa...até as matrículas dos carros que inocentemente se cruzam por mim.

Levar a mente para o ginásio pode não fazer de nós atletas de alta competição, mas faz-nos chegar mais longe!

7/21/2013

Fator C

Quando um colega meu comunicou que ia sair da empresa para agarrar outro desafio, levantou-se um problema: encontrar alguém à altura de o substituir.

Ao falar sobre isso com a chefe da equipa, elencamos várias alternativas, entre elas promover outro colega. Mas percebemos rapidamente que ele  não é a pessoa certa. Reúne todo o conhecimento necessário, é tecnicamente competente, não lhe falta nada... só lhe falta acreditar em si próprio! Isso faz toda a diferença e é chocante. Leva-me a pensar, quantas vezes é que eu já cortei as minhas próprias asas? Quantas vezes eu poderia ter ido mais longe e não fui, por falta de confiança e de maturidade.

6/14/2013

O Segredo da Produtividade

Certo dia, eu tinha um desafio no trabalho, que partilhei com uma colega ao final da tarde. No dia seguinte, quando ela chegou, disse-lhe orgulhosa: “olha, vê o que eu fiz, já resolvi!” Ela ficou surpresa. “Como é que tu consegues fazer isso?” – perguntou, admirada por eu ter encontrado e implementado a solução em apenas uma hora que trabalhei nessa manhã. “Ora, fazendo!”, foi a única resposta que me ocorreu. A verdade é que eu não sabia explicar o segredo da minha produtividade. Isso incomodou-me e fez-me refletir sobre o tema, em busca da resposta.

A produtividade é a relação entre o output que produzimos e o tempo que demorámos a produzi-lo. Como resultado da minha busca, descobri que a produtividade do trabalhador do conhecimento assenta em 3 pilares interligados: atitude, energia e foco.

Tudo começa com a nossa atitude.

6/09/2013

O belo

A Few Simple Truths
Justyna Kopania

Contemplo a serenidade das árvores, as cores vivas das flores, a alegria dos pássaros, o andar ligeiro das lagartixas, o intenso azul do céu, a luz clara da lua, o calor aconchegante do sol. Estou rodeada de beleza. Essa beleza enche-me de satisfação.

O corpo vive de alimentos, água e ar. O emocional vive de amor, carinho e afeto. A mente nutre-se de projetos, ideias, filosofias, matemáticas. Mas a nossa essência vive da beleza!


6/02/2013

Inquietudes










Inquieta-me a crise e os seus fantasmas.
Inquieta-me a nossa dependência.
Inquietam-me as pessoas que ficam sem trabalho e a sua miséria.
Somos dependentes. Como um moribundo ligado à máquina...
Quando a luz falha, o moribundo morre.
A máquina é o emprego, essa coisa estranha da qual somos dependentes, pedintes, suplicantes.
A luz vai abaixo e nós não sabemos ligar o gerador. Isso inquieta-me profundamente.
Até porque eu também fui ensinada a procurar emprego, a depender da mesma máquina.
Na verdade somos escravos e não homens livres.
Escravos porque não somos senhores do nosso destino.
O nosso destino depende da máquina.
Inquieta-me acordar.


4/28/2013

Não sei quem sou


Não sei quem sou, mas quero sê-lo.
O mundo quer-me como ele,
Mas que seria do mundo
Se o sol fosse igual ao frio escuro
Que o rodeia?
Há uma verdade única que nos habita.
Procuro a minha, quero vivê-la.

4/18/2013

Sexo: reconquistar a inocência


Apesar do sexo ser um assunto quente e apetecido, a forma como lidamos com ele é curiosa. Quando se trata de sexo, a religião é contra-natura e a sociedade neurótica.

Para a religião o sexo é algo perigoso a ser controlado, sob pena de incorrer em pecado mortal e sofrer a terrível vingança divina. No Vaticano dá-se o exemplo. Todos renunciaram aos apelos carnais, numa cidade feita de homens que, se fosse fechada ao mundo, se tornaria deserta em poucas décadas. O exemplo perfeito de contra-natura.

4/14/2013

Palete de cores


Às vezes acontece o mundo ser cinzento, obscuro, contrário aos meus desejos. Penso e repenso num novelo de pensamentos, zango-me, irrito-me, ora me sinto vítima ora juro vingança... debato-me sem encontrar saída. Tudo é escuro e contrário. Até que me lembro que o mundo é da cor que o pintamos, a cor das nossas emoções. Então, pego no pincel e volto a colori-lo. Emoção a emoção, reprogramando-me, o mundo ganha novas cores!

4/09/2013

Consciência


Olhar para si e não sentir-se o próprio.

Olhar para si e sentir-se o pai que olha para o filho traquina com doce e sábia severidade.

3/28/2013

O Vento


Jovem alegre, dinâmico, envolvente
irrequieto
toca-me, fluído
e eu dissolvo-me docemente.
Com ele percorro a imensidão
abraço o todo
de forma fresca, vívida, ondulante.
Ondas que percorrem o meu corpo
nas curvas do olhar e do sorrir.
E o meu coração exala
espairando-se no existir,
onde descobre admirado
o infinito na parte
de existências iguais a si,
que beija
apaixonado.

3/17/2013

Zona de conforto e zona de pânico

Olho ao meu redor e vejo pessoas "inutilizadas" pelo mercado de trabalho. A competência que desenvolveram não é mais valorizada. Outrora tiveram uma vida de conforto e sucesso e a perda do emprego gerou o colapso. Choram o apoio do Estado e quando este falha podem chegar a situações dramáticas.

Esta visão do ser-humano débil e dependente angustia-me. Não é esta a nossa natureza. Está latente em nós o poder de comandar o nosso destino em vez de sermos escravos dele.

No entanto, desenvolver esse poder requer treino, tal como um músculo que se não for exercitado atrofia. Neste caso o treino consiste em procurar sempre ampliar as nossas competências e as nossas capacidades, em resumo, sair da zona de conforto.

3/14/2013

Aquietamento


Árvores.

A sua dança suave e delicada ao ritmo da brisa embala a minha mente como a mãe carinhosa que embala o seu filho até ele se aquietar.

Gosto de estar rodeada de árvores, da mesma forma que a criança chora se a mãe se ausenta.


3/10/2013

Experiência Socialista

Depois de ter divagado um pouco sobre política no post anterior, encontrei uma parábola sobre o socialismo e as suas contradições. Por ser tão clara e elucidativa, partilho-a abaixo.

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Um professor de economia da universidade Texas Tech disse que raramente chumbava um aluno, mas uma vez, tinha chumbado uma turma inteira. Esta turma em particular insistira que o socialismo funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e "justo".

O professor então disse, "Muito bem, vamos fazer uma experiência socialista nesta turma. Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas dos exames."

3/03/2013

Esquerda ou Direita

Não gosto de política e  isso inquieta-me. Os tempos que correm são conturbados e o cidadão consciente deve ter uma posição política. Pergunto-me: serei de esquerda ou de direita?

Não sou da direita que abandona os miseráveis à sua sorte e que entende a "liberdade de mercado" como uma luta entre desiguais.

Também não sou da esquerda que nos trata como crianças indefesas que necessitam de ser protegidas da mais leve brisa. Não acredito no Estado que defende o cidadão e os seus interesses. O Estado é um conjunto de burocratas que não defendem outros interesses excepto os seus ou os dos seus lacaios. O cidadão não deve delegar em ninguém a responsabilidade de zelar pelos seus interesses e pelo seu futuro.

Não sou da esquerda nem da direita que acenam ideologias e gritam críticas presunçosas, mas não revelam os fundamentos económicos dos problemas que vivemos. Que solução pode propor quem não entendeu o problema? Apenas demagogia.

2/16/2013

De chefe a líder


A figura do chefe é por vezes mal vista. Quem é que nunca teve algum dia um problema com um chefe? Problemas vão sempre ocorrer: somos todos humanos, a aprender e a cometer erros. Por isso, ser um chefe, mais ou menos odiado, é fácil. O desafio consiste em ser mais do que um chefe e tornar-se num líder.

Eu sou fascinada pelo tema da liderança porque já senti o seu efeito em mim, ou seja, já comparei o meu desempenho na mesma função num ambiente  com uma excelente liderança versus outro com uma  liderança menos forte.

Isto aconteceu numa empresa onde o primeiro ano foi desafiante e difícil: o ritmo de trabalho era demasiado intenso e parecia que o meu desempenho nunca era bom o suficiente. Sentia-me constantemente a correr atrás do prejuízo. Um desgaste que me custou algumas lágrimas, frustração e cabelos brancos. Entretanto mudei de chefia, passei a reportar a outra pessoa e tudo mudou. Bem, não tudo, porque o ritmo continuou acelerado! Mas, a minha motivação aumentou, a minha confiança também, o meu desempenho melhorou significativamente e o meu trabalho passou a ser reconhecido e respeitado, com visibilidade até à direcção da empresa.

Como é que isso foi possível?

2/09/2013

Árvores e arbustos

É sabido que quando vertemos muita água num copo pequeno este transborda. O problema não é a quantidade de água, mas a dimensão do copo.

Da mesma forma, quando dá uma brisa, as árvores grandes e robustas ondulam subtil e docemente... enquanto os pequenos arbustos se agitam sem controlo.  A brisa é um estímulo demasiado intenso para o pequeno arbusto.

Acontece o mesmo com o entusiasmo e a adrenalina. As pessoas maduras e experientes são como as árvores seculares: o seu entusiasmo é sereno. Perante uma situação de stress ou a adrenalina de uma novo desafio, fazem acontecer de forma enérgica mas tranquila. E as pessoas mais imaturas? São como os pequenos arbustos, com explosões alternadas de entusiasmo, desânimo, stress ou frustração. Agitam-se violentamente numa instabilidade de emoções, desperdiçando a energia necessária para fazer acontecer.

Eu, que muitas vezes me sinto um pequeno arbusto ao vento, intensamente agitada pelos novos desafios, admiro as sábias árvores seculares. Por isso, quando a brisa é mais forte, imagino-me igual a elas: um tronco sólido sobre firmes raízes. Um dia serei assim!

2/03/2013

Decisiveness


Um defeito dos perfecionistas, onde eu tendo a me incluir, é a dificuldade em tomar decisões. Há uma espada dentro de nós que nos pune se não tomarmos a decisão perfeita. Há uma aversão ao erro. E como é impossível conhecer e avaliar à partida todas as variáveis, adiámos a decisão. Muitas vezes acontece-me adiá-la até que já não haja nada para decidir, porque as opções se esgotaram. A verdade é que "não decidir" já é uma forma de decisão.

As pessoas com maior sentido prático não sentem este problema, elas simplesmente decidem, sem maiores considerações existenciais de qual é a decisão correcta.

Decidir é uma das competências essenciais para a liderança. Já alguma vez tiveste um chefe que era incapaz de decidir? A falta de decisão gera insegurança e incerteza na equipa. Um líder precisa de demonstrar coragem, de definir o rumo, tomando decisões, mesmo quando estas sejam difíceis.

Por tudo isto, achei oportuno definir como objectivo pessoal para 2013 aumentar a minha capacidade de tomar decisões, ou seja, a minha decisiveness. Considerando que a liderança é um dos activos mais escassos no planeta, nada melhor do que começar a desenvolvê-la em nós!

1/21/2013

A realidade é...

É quase um lugar comum dizer que "a realidade é uma questão de óptica", muito embora nós continuemos firmemente agarrados à nossa visão do mundo. Encontramos exemplos disso até na ciência.

Existem, por exemplo, estudos científicos que procuram descobrir se os animais têm auto-consciência. Para avaliar esse facto coloca-se o animal perante um espelho e analisa-se a sua reacção. Se o animal se reconhecer comprova-se que ele tem consciência de si, sabe quem é, se não, comprova-se o contrário. Com estes estudos demonstrou-se, por exemplo, que os macacos têm auto-consciência e que o cães não. 

Se estes estudos são científicos, o que pode estar errado neles?

1/13/2013

Desperdício

Apesar da nossa ambição não ter limites, vivemos num mundo de recursos limitados. E por esse motivo temos necessidade de evitar o desperdício, de gerir bem os recursos de que dispomos. Como fazer isso?

Quando penso em desperdício a primeira ideia que me ocorre é a falta de eficiência. Ou seja, se para realizar a actividade A gasto 2h quando podia gastar apenas 1h, perdi uma hora devido à minha ineficiência. Eficiência pode ser vista como "fazer bem as coisas". O aumento da eficiência permite-nos fazer mais com menos.

Com isto podemos concluir que mais eficiência = menos desperdício? Não necessariamente.

1/06/2013

Cuidado: queixas!

Uma vez estava a negociar uma compra. A vendedora era sui-generis. Uma senhora amarga, ao que parece a vida não lhe sorriu, passava 40 minutos em cada hora a lamentar-se da maldade alheia, da falta de solidariedade, da inveja, da falta de carácter. Na sua perceção, o inferno eram os outros.

Resultado? Essa vendedora revelou-se ser tudo aquilo do qual se queixava: sem palavra nem carácter. Essa experiência levou-me a ficar alerta. É muito provável que uma pessoa que se queixa contra algo acabe manifestando aquilo de que se queixa ou que critica. Apontamos um dedo mas três apontam para nós.

A conclusão que eu tiro é que a forma como vemos o mundo diz mais sobre nós do que sobre o mundo.

1/01/2013

Foco


Há várias formas de ganhar consciência da instabilidade da nossa mente. Uma delas é procurar deliberadamente focar a mente num único pensamento. Nesse momento percebemos centenas de outros pensamentos, incessantes, atropelando-se uns aos outros.
 
Outra forma é quando temos uma ideia brilhante e no segundo seguinte ela se esvaece... tentamos desesperadamente lembrar-nos daquilo em que pensávamos e damos conta de pelo menos uns 10 pensamentos diferentes nos últimos 30 segundos e nenhum deles é o tal.

Tudo isto prova que mente = dispersão, ou seja, falta de foco. Mas o foco é um fator importante para o sucesso. Uma mente focada é muito poderosa, hiper atenta a todos os inputs recebidos que possam auxiliar no atingimento do seu objetivo. A boa notícia é que o foco se treina e devemos treinar-nos constantemente para aumentá-lo.