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1/14/2013

Desperdício

Apesar da nossa ambição não ter limites, vivemos num mundo de recursos limitados. E por esse motivo temos necessidade de evitar o desperdício, de gerir bem os recursos de que dispomos. Como fazer isso?

Quando penso em desperdício a primeira ideia que me ocorre é a falta de eficiência. Ou seja, se para realizar a actividade A gasto 2h quando podia gastar apenas 1h, perdi uma hora devido à minha ineficiência. Eficiência pode ser vista como "fazer bem as coisas". O aumento da eficiência permite-nos fazer mais com menos.

Com isto podemos concluir que mais eficiência = menos desperdício? Não necessariamente.

1/07/2013

Cuidado: queixas!

Uma vez estava a negociar uma compra. A vendedora era sui-generis. Uma senhora amarga, ao que parece a vida não lhe sorriu, passava 40 minutos em cada hora a lamentar-se da maldade alheia, da falta de solidariedade, da inveja, da falta de carácter. Na sua perceção, o inferno eram os outros.

Resultado? Essa vendedora revelou-se ser tudo aquilo do qual se queixava: sem palavra nem carácter. Essa experiência levou-me a ficar alerta. É muito provável que uma pessoa que se queixa contra algo acabe manifestando aquilo de que se queixa ou que critica. Apontamos um dedo mas três apontam para nós.

A conclusão que eu tiro é que a forma como vemos o mundo diz mais sobre nós do que sobre o mundo.

1/01/2013

Foco


Há várias formas de ganhar consciência da instabilidade da nossa mente. Uma delas é procurar deliberadamente focar a mente num único pensamento. Nesse momento percebemos centenas de outros pensamentos, incessantes, atropelando-se uns aos outros.
 
Outra forma é quando temos uma ideia brilhante e no segundo seguinte ela se esvaece... tentamos desesperadamente lembrar-nos daquilo em que pensávamos e damos conta de pelo menos uns 10 pensamentos diferentes nos últimos 30 segundos e nenhum deles é o tal.

Tudo isto prova que mente = dispersão, ou seja, falta de foco. Mas o foco é um fator importante para o sucesso. Uma mente focada é muito poderosa, hiper atenta a todos os inputs recebidos que possam auxiliar no atingimento do seu objetivo. A boa notícia é que o foco se treina e devemos treinar-nos constantemente para aumentá-lo.

12/26/2012

Como combater os pensamentos indesejados


Os pensamentos têm uma natureza subtil e subtilmente escapam por vezes ao nosso controlo, como água que foge entre os dedos.

Quantas vezes nos enfrentamos com pensamentos involuntários, inoportunos, inquietantes, obscuros... que não desejamos e que não representam o nosso melhor? E quantas vezes tentamos combatê-los sem sucesso, parecendo que eles ainda tomam mais força? Essa luta poderá ser ainda mais sofrida se formos conscientes que os pensamentos constroem a nossa realidade.

O que fazer? Como ganhar essa luta?

12/17/2012

Percepção ou realidade

A mente humana é um mundo insondável que desafia a nossa ambição pela racionalidade. No entanto, quanto mais entendemos os meandros dessa irracionalidade maior a probabilidade de termos sucesso.

Quem desenvolve bem este conceito é Al & Laura Ries no seu livro "Guerra entre Mundos". Falamos aqui do mundo da gestão contra o mundo do marketing. Os autores desenvolvem vários conceitos e princípios do marketing e explicam como estes diferem da visão da gestão.

A gestão assenta em fundamentos racionais e é perita a lidar com a realidade. O marketing, que poderia ser definido como psicologia em prática, preocupa-se com a forma como o consumidor vê essa realidade.

Apesar da sua racionalidade, a gestão debate-se frequentemente com o peso de decisões erradas. Isto acontece porque não é a realidade mas sim o mundo subtil das percepções que determina os resultados obtidos.

É curioso observar que o marketing e a sua ambição de conquistar um espaço na nossa mente, tem regras que violam o senso comum. Como os autores demonstram, o marketing é uma ciência contra-intuitiva e, por isso, muitas vezes desrespeitada. Isso comprova o quanto nós, seres humanos, não nos conhecemos a nós próprios!


12/10/2012

A curiosidade

A curiosidade alimenta a criatividade, alarga os horizontes da mente para explorar novos assuntos e diferentes perspectivas. Faz-nos sair da zona conforto, dos limites das nossas responsabilidades, das nossas fronteiras e explorar o que habita para lá delas.

Quem vive na sua caixa, no seu quintal, não saindo dele salvo sob ameaça de morte, cristaliza lentamente. Nada acrescenta de novo ao mundo que este já não saiba.

Pelo contrário, quem é curioso torna-se criativo. A criatividade é, entre outras coisas, a capacidade de fazer conexões inesperadas entre assuntos e áreas díspares. É a capacidade de imaginar o futuro, de solucionar o impossível, de fazer a diferença, de acrescentar valor. É aquilo que nos transforma de humanos em deuses.


12/03/2012

Hipocrisia

O que aconteceria se tivéssemos a coragem e a ternura para sermos nós próprios de forma transparente? Parece-me que aconteceriam coisas boas, no entanto temos pavor a essa ideia. Precisamos de máscaras sucessivas, sobrepostas e intermináveis... e assim construímos um mundo de hipocrisia.

São diversas as dimensões onde isso acontece. Desde a política e os jogos de poder até ao recato da vida privada. Um exemplo que me intriga é o dos relacionamentos e da fidelidade. É curioso observar como as pessoas se casam, juram "fidelidade", são "infiéis" mas juram que não e assim continuam o jogo das aparências, por fim descasam-se apenas para recomeçar tudo de novo. E o mais curioso é que, para além de mentirosos ainda somos infelizes!

Eis um interessante desafio para a ciência: onde será que mora o gene hipócrita? Onde reside o nosso medo visceral à transparência?