Páginas

6/21/2012

Águias e Galinhas

Assisti recentemente a um vídeo de Seiti Arata onde ele explora a fábula da Águia e da Galinha num contexto empresarial. Fiquei inspirada, ao visualizar como será diferente a nossa vida e sucesso profissionais conforme optemos por ser águia ou galinha.

Embora sejam ambas aves com bico e penas existem diferenças espantosas:
 
A galinha...
  • Existem aos milhares!
  • Tem medo.
  • Não voa.
  • Come restos de comida ou cisca insectos no chão.
  • O final da sua vida é a panela.
  • Vive num lugar limitado: o galinheiro.

 A águia...
  • É um animal raro.
  • Tem asas fortes e grande envergadura.
  • Voa alto: habita as alturas a que poucos animais chegam.
  • Tem uma visão ampla
  • Caça o seu alimento e, por isso, decide o que vai comer. Não come restos!
  • Tem uma grande capacidade renovação: troca as penas, o bico, as garras e volta para uma nova fase da sua vida de águia.

Quem é quem? 

O empregado padrão comporta-se como uma galinha: fica ciscando de um lado para o outro, não pensa, limita-se a apertar o botão, faz actividades de rotina que qualquer outra pessoa pode fazer com um mínimo de treinamento, é facilmente substituível. Tal como a galinha: põe ovo, dorme, fica ciscando, põe ovo, dorme, até ao dia em que não consegue mais pôr ovo e vai para a panela fazer canja.

A águia é o empreendedor. Aquele que tem foco nos seus objectivos, adquire experiências, gera contactos, cria reputação, aumenta o seu valor de mercado: esse é o caminho da águia, o caminho de quem voa alto, sem olhar para trás nem para os lados. A galinha fica com medo, juntinha, olhando uma para a outra, vendo o que a outra está a fazer; tentando ser leal ao dono do galinheiro, pondo um ovo todos os dias, sendo boazinha, sem saber que o relógio está em contagem decrescente para ela se tornar canja.

A fábula da Águia e da Galinha fala de uma águia que foi criada dentro de um galinheiro como se fosse uma galinha. Ela não sabe que é uma águia e, para além disso, adquiriu hábitos de galinha. Está protegida pelo sistema do galinheiro, onde tem comida, não precisa caçar, tem a sua sobrevivência garantida. No entanto, a sua identidade é de águia e a qualquer momento pode optar por sê-lo.

Mas como pode ela tornar-se águia? Em primeiro lugar precisa ter consciência dessa sua identidade e depois verificar quais são as suas referências. Elas estão no chão, no galinheiro, ou elas estão nos ares, voando? É preciso conhecer a nossa identidade, mas também adoptar boas referências para alçar o voo.

O vídeo abaixo explora este tema de forma interessante:



A liberdade da águia fascina-me, apaixona-me. A liberdade de quem é tão forte e tão seguro que conquista as alturas. Ser senhor do seu destino. É inspirador :)

Felizmente conheço algumas águias e elas são a minha referência. Algumas voam tão alto que ao seu lado eu sinto-me uma galinha no ninho da águia: apaixonada pela sua visão, mas ainda sem saber voar!

E tu? Quem são as tuas referências?

1 comentário: