A nossa realidade é subjetiva. É só nossa. É um mundo privativo no qual vivemos. É a ilusão que criámos, mas não é o mundo nem é a realidade.
Se sairmos do nosso centro e observarmos o mundo como o outro o vê, percebemos que cada pessoa vive num mundo diferente. São os filtros emocionais, os pontos de vista, as crenças de cada um. Mas nenhum desses mundos é o mundo: são projeções holográficas que existem e são reais somente para o sujeito que as cria e que as vive.
Sabendo isso, o que é o mundo? O que é a realidade?
3/22/2014
3/19/2014
Sol
Aqueces-me a pele mas o teu calor penetra mais fundo, até à última filigrana do meu ser. Aí vibra e ressoa a tua luz e o teu amor quente.
Sinto-me preenchida de ti, plena. Nada me falta e tudo transborda.
Quero retribuir e só tenho o sorriso e o meu fluir no teu calor.
Astro-rei, és o supremo servidor. Tão cheio de ti, derramas-te ao serviço da Vida.
Quero ser como tu: cheia de Mim.
Fecho os olhos. A tua luz anima as minhas células: somos Um.
3/16/2014
Altruísmo
O altruísmo é uma violência e, como qualquer violência, as suas raízes não perduram. O egoísmo é tudo o que existe.
Somos egos, identidades separadas, que naturalmente vão defender a sua sobrevivência em primeiro lugar. E isso é saudável. E essa é a única maneira natural de ser.
Mas em algum momento, o ego vai diluir-se num Eu, vai crescer, alargar-se, esticar-se até incluir toda a Vida, todo o Universo. Progressivamente, o que acontece aos "outros" e o que acontece a "mim" tem o mesmo valor.
Será isso altruísmo?
Não, é egoísmo, mas de um Eu que cresceu.
3/15/2014
3/14/2014
Dor
Quando há uma dor, fugir dela gera sofrimento.
Fugir, desejar que ela vá embora, não a afasta.
Ela fica, do lado de fora, inamovível, presente, doendo.
E eu, do lado de dentro, fugindo, sofrendo.
Quando há uma dor, tenho de embalá-la.
Ir ter com ela, cumprimentá-la:
- Como te chamas? Onde dóis? Porque dóis?
E ficar com ela. Fazer-lhe companhia.
Ficar presente.
Oferecer a minha energia
para sanar a angústia manifestada.
Só então, a dor passa.
2/17/2014
Quando a Andorinha falou
- Posso ir, mãe?
Não pode. Neste momento, deve estar um autocarro grande parado junto à escola. Os outros meninos em algazarra, excitados pela aventura. Vão passear, descobrir coisas novas, viajar, brincar, divertir-se. E ela está ali, tão longe. Quer tanto ir, mas está tão longe! Se a vontade tivesse força, ela derrubaria o mundo. Mas a sua vontade esbarra contra uma parede: alta, escura, dura. Por mais força que faça, a parede não se mexe. E tem raiva, tanta raiva! Raiva de se sentir atada a uma escada de pedra, fria. Quanto maior é a sua vontade, mais fria é a pedra e mais longe estão os meninos. A esta hora o autocarro já partiu. E tudo ficou escuro dentro dela.
2/16/2014
Gente como nós
Certamente que já fizeste alguma coisa que outra pessoa considerou admirável. As personagens de que falo neste vídeo são assim. E temos muito a aprender com elas.
Uma macaca que cria e transmite cultura. Um corvo que constrói um anzol. Um peixe com memória de 11 meses e galinhas que se autocontrolam. Tudo isso é admirável e faz ainda mais sentido à luz da ciência moderna, que comprovou como diferentes espécies animais possuem os mecanismos neurológicos que geram consciência, conforme foi oficializado pela Declaração de Cambridge.
Algo que nós sabemos, sempre que damos carinho ao nosso animal de estimação. Mas algo que nós queremos ignorar quando somos cúmplices do sofrimento de milhões de animais, instrumentalizados para o nosso divertimento, a nossa cosmética e a nossa alimentação.
Vamos sempre a tempo de repensar as opções que fazemos e é este o convite que eu deixo no vídeo: temos opções, podemos escolher respeitar os animais.
Nota: O vídeo acima foi um discurso que eu fiz sobre este tema numa sessão do Lisboa Oriente Toastmasters. Para quem quiser desenvolver as competências de comunicação e liderança, é um programa que recomendo vivamente.
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