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6/15/2013

O Segredo da Produtividade

Certo dia, eu tinha um desafio no trabalho, que partilhei com uma colega ao final da tarde. No dia seguinte, quando ela chegou, disse-lhe orgulhosa: “olha, vê o que eu fiz, já resolvi!” Ela ficou surpresa. “Como é que tu consegues fazer isso?” – perguntou, admirada por eu ter encontrado e implementado a solução em apenas uma hora que trabalhei nessa manhã. “Ora, fazendo!”, foi a única resposta que me ocorreu. A verdade é que eu não sabia explicar o segredo da minha produtividade. Isso incomodou-me e fez-me refletir sobre o tema, em busca da resposta.

A produtividade é a relação entre o output que produzimos e o tempo que demorámos a produzi-lo. Como resultado da minha busca, descobri que a produtividade do trabalhador do conhecimento assenta em 3 pilares interligados: atitude, energia e foco.

Tudo começa com a nossa atitude.

6/09/2013

O belo

A Few Simple Truths
Justyna Kopania

Contemplo a serenidade das árvores, as cores vivas das flores, a alegria dos pássaros, o andar ligeiro das lagartixas, o intenso azul do céu, a luz clara da lua, o calor aconchegante do sol. Estou rodeada de beleza. Essa beleza enche-me de satisfação.

O corpo vive de alimentos, água e ar. O emocional vive de amor, carinho e afeto. A mente nutre-se de projetos, ideias, filosofias, matemáticas. Mas a nossa essência vive da beleza!


6/02/2013

Inquietudes










Inquieta-me a crise e os seus fantasmas.
Inquieta-me a nossa dependência.
Inquietam-me as pessoas que ficam sem trabalho e a sua miséria.
Somos dependentes. Como um moribundo ligado à máquina...
Quando a luz falha, o moribundo morre.
A máquina é o emprego, essa coisa estranha da qual somos dependentes, pedintes, suplicantes.
A luz vai abaixo e nós não sabemos ligar o gerador. Isso inquieta-me profundamente.
Até porque eu também fui ensinada a procurar emprego, a depender da mesma máquina.
Na verdade somos escravos e não homens livres.
Escravos porque não somos senhores do nosso destino.
O nosso destino depende da máquina.
Inquieta-me acordar.


4/28/2013

Não sei quem sou


Não sei quem sou, mas quero sê-lo.
O mundo quer-me como ele,
Mas que seria do mundo
Se o sol fosse igual ao frio escuro
Que o rodeia?
Há uma verdade única que nos habita.
Procuro a minha, quero vivê-la.

4/19/2013

Sexo: reconquistar a inocência


Apesar do sexo ser um assunto quente e apetecido, a forma como lidamos com ele é curiosa. Quando se trata de sexo, a religião é contra-natura e a sociedade neurótica.

Para a religião o sexo é algo perigoso a ser controlado, sob pena de incorrer em pecado mortal e sofrer a terrível vingança divina. No Vaticano dá-se o exemplo. Todos renunciaram aos apelos carnais, numa cidade feita de homens que, se fosse fechada ao mundo, se tornaria deserta em poucas décadas. O exemplo perfeito de contra-natura.

4/15/2013

Palete de cores


Às vezes acontece o mundo ser cinzento, obscuro, contrário aos meus desejos. Penso e repenso num novelo de pensamentos, zango-me, irrito-me, ora me sinto vítima ora juro vingança... debato-me sem encontrar saída. Tudo é escuro e contrário. Até que me lembro que o mundo é da cor que o pintamos, a cor das nossas emoções. Então, pego no pincel e volto a colori-lo. Emoção a emoção, reprogramando-me, o mundo ganha novas cores!

4/09/2013

Consciência


Olhar para si e não sentir-se o próprio.

Olhar para si e sentir-se o pai que olha para o filho traquina com doce e sábia severidade.